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Michel Louzada

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Michel recebendo mais um trofeu
      

O Michel, está com 33 anos, mora, trabalha e estuda em São Paulo. Começou a voar com 27 anos, por acaso. Um dia um amigo seu o convidou para fazer seu resgate em uma etapa do Campeonato Brasileiro, na cidade de Cambuquira. Em outra oportunidade foi para Andradas.

A partir daí, conheceu muitas pessoas e começou a se interessar pelo esporte. Num belo dia, já estava num morrinho tomando as primeiras aulas, com o Junai e o Dan. Enquanto eles inflavam seus parapentes, o "ensinaram" a descer o morrinho com a asa. Até que um dia, após levar 10 pontos na cabeça, resolver procurar um instrutor e começou a ter aulas de verdade.

Aos poucos foi deixando o surf, esporte que praticava muito, para segundo plano.

O Michel é um amigo e frequentador da pousada e respondeu algumas perguntas para nós.


 

Qual a importância do esporte na sua vida?
Um dia o Junai me disse que o vôo livre é viciante, na hora não tinha entendido. Ele disse que o vôo livre é que nem cocaína, quando entra no sangue vicia. Acho que a única diferença é que não faz nenhum mal a saúde.

Como foi sua trajetória no vôo.
Minha tragetória foi relativamente curta, tenho apenas 6 anos no esporte e procuro, sempre que posso, voar independente do lugar, minha evolução dá-se muito em campeonatos. Desde que comecei a participar, aprendi muito.

Quais são os tipos de vôos de sua preferência?
Gosto muito de cross crountry, principalmente se voando com meus amigos, caso contrário, prefiro triangulações, pois me ajudam muito no treino para os campeonatos.

Quais os locais de vôo de sua preferência?
Meu lugar predileto sem dúvidas é Andradas, até porque, é o lugar que constumo treinar e fica relativamente próximo de São Paulo. É um lugar que oferece diversos tipos de vôo, o resgate é fácil e tem inúmeras opções de pouso. Proporciona um vôo técnico com grandes quantidades de térmicas tendo muitas opções de tiradas.

Costumo dizer que quem voa bem em Andradas irá voar bem em qualquer lugar. Brasilia é sem dúvidas um lugar alucinante. Para asa, costumo dizer que Brasilia é o Havai do vôo livre, sempre com térmicas fortíssimas e gigantescas. Pouso é o que mais tem. Além do que proprorciona você, no meio da cidade, pousar em frente aos Ministérios.

O que você mais gosta no vôo livre?
A intregração entre as pessoas, diferente do surf, no vôo, quanto mais pessoas estiverem voando melhor, pois é muito chato voar sozinho.

Quais as competições que já participou?
Já participei de etapas reginais como o Carioca, Catarinense, Gaúcho e Mineiro, além dos campeonatos Paulista e Brasileiro.

Quais títulos já conseguiu?
Vice-campeão Paulista individual 2000, bi-campeão Paulista por equipes em 2000 e 2001, recordista mineiro em distância declarada em 2002, 3º lugar no Campeonato Brasileiro (ascendente) em 2003, 1º lugar no ranking Paulista 2004, 4º lugar no Campeonato Brasileiro (Elite) em 2004. Esta última colocação me deu a oportunidade de integrar a Equipe Brasileira em 2005, para o mundial que foi realizado na Austrália na cidade de Hay.

Fale sobre o mundial.
Isto é uma coisa que me deixou muito chateado. Nenhum integrante da equipe brasileira foi, por falta de patrocínio. É a primeira vez que não houve nenhum brasileiro no mundial e, além do mais, tinhamos perfeitas condições de trazer o título, tanto por equipes como individualmente.

Para competir é fácil de conseguir patrocínio?
Este esporte infelizmente não é muito divulgado pela mídia, por isso não temos muita facilidade de conseguir patrocínio. Mas isso tem mudado bastante, hoje, temos vários canais de televisão que mostram competições, pessoas voando, sites especializados e outros.

Você tem patrocinio?
Tenho a Prorider que me pagam em óculos, tenho uma cota mensal, além do que, sempre me repassam cotas extras quando tenho campeonatos. Tenho também, a Ondas do Ar, que representa a Moyes aqui no Brasil, a Rotor Harnness, empresa que fábrica o bullet, considerado um dos melhores do mundo. Eu o acho o melhor.

Quais são seus planos para o esporte?
Tenho o esporte como diversão e qualidade de vida. Pretendo me divertir cada vez mais.
Em 2005 quero ser campeão Paulista, ficar entre os 6 primeiros no campeonato Brasileiro. Vou me dedicar também para bater o recorde Paulista de Cross Crountry que é de 293km.
Troquei de asa no começo deste ano e ainda estou me adaptando com este equipamento, pois seu vôo é bem diferente da outra asa que voava. Os melhores pilotos do mundo voam com esta nova asa.

Fale dos amigos, namorada e de como os familiares encaram o esporte.
O legal deste esporte é que fazemos muitos amigos, pessoas que não têm interesse pelo que você tem. Meus familiares têm um certo receio até hoje, mas não interferem e sei, que no fundo, se orgulham. Quanto à namorada, ela costuma viajar comigo e me dá muita força.

O esporte mudou ou afetou a vida que levava?

De certa forma mudou, vou muito menos para a praia e conheço lugares que não iria conhecer.

Conte alguma estória que seja marcante.
Um dia pousei em Albertina. Esta cidade fica próximo à Jacutinga. No sítio havia uma casa humilde e percebi que as pessoas me olhavam pela janela que estava encostada. Somente depois que tirei meu equipamento, capacete, bullet, abriram as janelas. Imagino que as pessoas achavam que eu fosse algum extra-terrestre ou coisa parecida. Acredite se quiser.

 
Michel decolando