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Paulo Eduardo, o Paulinho

O Paulinho foi o vencedor do 2º ENP, realizado em Andradas, na modalidade Ascendente, tendo voado, no primeiro dia da competição, 104 Km e pousou em Campinas.

Veja entrevista anterior         
Paulinho com seu troféu
       



Iniciou no esporte em 1999 incentivado pelo amigo Vagner-Cobrão. Naquela época sua prioridade era a compra do seu primeiro carro, mas após fazer o primeiro vôo de parapente, o carro ficou para segundo plano. Primeiro veio o equipamento.

Está com 25 anos, mora em São Bernardo do Campo-SP, é Analista de TI e está cursando o último ano de Tecnologia da Informação.

É uma pessoa muito divertida, está sempre alegre e fazendo amigos. Tem muitas estórias para contar. Nos lembrou que logo que começou a voar, saiu com os amigos para voar em Campos do Jordão. Quando chegaram na rampa foi um susto, não havia ninguém para dar conselhos sobre o local. Logo se dispôs a birutar. Sem ter conhecimento do local, decolou em hora ruim e acabou pregando no pé da pedra do Baú. Resultado, passou 5 horas dentro de trilhas com o equipamento nas costas.

 

O Paulinho é um dos assíduos hóspedes da pousada e se dispôs a responder algumas perguntas para nós.

Quais os locais que gosta de voar?
Os dois locais onde mais gosto de voar são Andradas e Santa Rita do Sapucaí. Em Andradas é bem legal porque a estrutura do local faz com que o voador e sua família consigam aproveitar todo o tempo ser divertir de várias formas seja, voando, fazendo uma caminhada ou até mesmo tomando um banho de piscina olhando para a rampa. Em Santa Rita do Sapucaí a estrutura também é boa.

O que mais você gosta no mundo do vôo livre?
O esporte tem vários estímulos. Você tem a oportunidade de criar uma aliança de amigos e aprende a conviver respeitando a natureza. Particularmente gosto muito dos campeonatos é um momento mágico onde qualquer rampa, seja ela pequena, média ou grande. Ficam coloridas cheias de gente bonita e de feras.

Como foi sua trajetória no vôo?
Desde o início, pude contar com dois amigos mais expedientes no vôo, Amílcar e Cleber. Eles me deram dicas sobre o vôo e sobre meu equipamento. Conforme fui amadurecendo, a família do vôo foi crescendo e com isso a troca de conhecimento também, hoje tenho o prazer de falar que grande parte do meu conhecimento veio devido à troca de informação com essa família do vôo.

Quais equipamentos já pilotou?
Comecei com um Fênix2 da Nova DHV 2, após 2 anos peguei um Vertex da Nova DHV 2-3 voei um ano e meio e peguei o Bagheera da APCO DHV 2.

Quando iniciaram os vôos de cross?
Meus primeiros vôos iniciaram por volta do final de 2002. Comecei fazendo uma tirada de duplo com minha namorada onde fiz 33 km em Santa Rita do Sapucaí. O Cezar da Pousada Pico do Gavião foi o cara que me deu os primeiros conselhos e as primeiras dicas para uma boa tirada.

Já participou de competições?
Sim. Participei de eventos na baixada Santista e no 2º ENP de Andradas.

Alguma vez já pensou em parar de voar?
Não, não mesmo.

Conte como conseguiu o 1º lugar no 2º ENP.
Bem, primeiro é justo que eu diga que esta vitória não foi só minha, mas sim de todos os amigos que participaram direta e indiretamente. Com relação ao meu vôo, minha idéia era sair no pelotão dos feras. Por sorte consegui sair no momento exato. Durante todo o vôo tive que voar com o speed acionado pois o pessoal anda rápido, uma média de 45 km/hora. Quando dei um vacilo o pelotão tomou distância e tive que voar sozinho. Neste momento todas as dicas e discussões sobre vôo de tiradas com os amigos fizeram a diferença, pois não havia ninguém durante duas horas e meia para me ajudar a procurar térmicas.

Após passar essas duas horas e meia voando sozinho encontrei o Moacir com seu Bomerang vermelho e azul no sentido de Campinas foi um alívio, pois pude contar novamente com a experiência de um fera na tirada, pegamos uma ultima térmica juntos e chegamos a 1000 mts. da rampa. A partir daí foi só socar o pé no speed novamente e partir para Campinas.

Quais são seus planos para o esporte e pretende mudar de equipamento?
Meus planos com o esporte até o momento é continuar somente como hobby. Trocar de equipamento; nem pensar! O bagheera tem muito a ser explorado.

Conte-nos uma de suas estórias.
Tem uma estória que já circulou na lista de ParapenteBR. É a estória do mergulhão na térmica. Foi assim:

Estava eu e meu fiel escudeiro de vôo Cezão da Pousada Pico do Gavião em mais uma de nossas tiradas sentido a Santa Rita do Sapucaí. Quando chegamos em Ipuiuna parecia que haviam aberto a ralo, a condição ficou fraca e eu e o Cezão ficamos num zero a zero danado quando, de repente, explodiu uma térmica. Só que quando a térmica surgiu um ser estranho a estava compartilhando conosco. Era um mergulhão. O danado mal sabia rodar na térmica eu e o Cezão não parávamos de rir, pois sabíamos que no momento que contássemos o fato para a galera seríamos motivo de piada. Mas, mesmo assim, continuávamos a rir e a rodar com o bichinho na térmica até que ele escorregou e pregou.

No pouso fique em silêncio para ver se o Cezão tocava no assunto e como era previsto ele não abriu o pico, então eu tive que perguntar. Aquilo que vimos era realmente o que estou pensando? Começamos a rir e a comentar o fato. Foi um acontecimento que não esqueceremos.

Fale também dos amigos e de como seus pais encaram o esporte.
Meus amigos são extremamente especiais é muito bom quando estou perto deles. Sinto-me vivo e feliz. Adoro compartilhar as brincadeira, tirar um sarrinho e ouvir uma piada. Quanto aos meus pais, no inicio, não sabiam do esporte, mas um dia cheguei em casa com meu equipamento e disse - Mãe isto é um paraglider vai ficar no meu quarto OK? Ela disse - Para o quê? Hoje as coisas já estão mais claras. Quando vou viajar ela me diz - Tchau moleque. Bom vôo.